quando nasce
um poema

o poeta tem morte
certeira

é possível ver
no futuro texto

a funda cicatriz
do recomeço

.

sol rompendo nevoeiro
paisagem que conheço

sueño

.

céu de nuvens
peregrinas

léu ou lume
da geometria

.

que silêncio é este
que me atravessa o crânio
como se ele fosse um cânion?

 

Escrito por Juliana Meira

Juliana Meira (Porto Alegre-RS). Integra a Antologia Blasfêmeas: mulheres de palavra (Casa Verde, 2016). Publicou poema pássaro (Patuá, 2015), poemas para o Projeto Instante Estante de incentivo à leitura (Castelinho Edições, 2012) e poema dilema (Porto Poesia, 2009).