Três Poemas ‘(Neo)Neobarrocos’

Galimatias

Avoengos vergéis onde o gládio dobra sobre si mesmo
fratura a orquestra
o azul do abismo
– uma orquídea
Morreremos congelados


(Minha) Última Thule

Para A.F., A.R. e P.G.

Heráldico pomar
Linha de sombra que delimita
Horizontes, espaços abertos
Entre a liberdade das Marquesas
O encanto da Etiópia
Entre o marfim da tez
E o negro das formas
Encontra-se tácita
Hierática beleza.

Nada Além

Adormecido,
No vale, em meio às sombras escombros brancos deserto de escarpas e falésias não moventes.
Pétreo ruído do silêncio.
Abismo negro que enreda a queda da boca dentre os brados sensuais da margem do mesmo repetir cacófato de si.
Arquiteto de calma e silêncio.
Astro fosco, imagem da chegada única de um canto doce.
Dormente espaço.
Amargo laço – que afônico – procura recomeçar e ser todo aparência.

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