:nem sei. tu falas nomes de sedes entre os meus seios. sêmen. nem sei.
repito a linguagem dos músculos, a languidez da língua, fibrosa, destra, mentirosa.
nem sei. quem sou a ser. óssea, respiratória. metabólica. cênica. sêmen. nem sei.
sem mim. see me. sustenida. em termos coreógrafos e mecânicos, uma cascata,
um cântico. quando tu, multitude de átomos infinitos, diabólicos,
inventas as posições do gozo. volto a tocar os rizomas, as sementes. nem sei.
não calculo os finais. cheia de grãos, graus. intensidades. sínteses. nem sei.
de todo modo, um torvelinho, forma da força: inconformação. nem sei.
repito a linguagem dos músculos:

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imagem|giselli mo
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Escrito por carla carbatti

Mineira, das montanhas, do mar, de aqui, de acolá, de nenhum lugar. Doutoranda em Estudos da Literatura e da Cultura pela Universidade de Santiago de Compostela. Poeteira com todos os átomos, tem moléculas poéticas espalhadas nas revistas Subversa, Zunái, Germina, Alagunas, Mallarmargens, Diversos Afins, Escritoras Suicidas, Contratiempo, etc., nas antologias ESCRIPTONITA: pop-esia, mitologia-remix& super-heróis de gibi, Antologia RelevO 5 anos, Contemporâneas: antologia poética e no livro autoral, Na Cadência do Caos, editado pela Urutau.