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Egon Schiele

um rio atravessando o corpo
não acaba

tivesse polido antes
o princípio o concreto útero
cume alquebrado arrastando o pulso
diríamos ainda resignadamente
é rio é corpo

um corpo atravessando a falta
não acaba
até que se abra o tempo
e lhe aplaque o absurdo.

Priscila Rôde

Escrito por Priscila Rôde

Priscila Rôde nasceu em Salvador/BA em 02 de maio de 1991. Escreve nos blogs priscilarodec.wordpress.com e Litteralis. É Autora do livro “Para que fiques”, publicado pela Editora Penalux em 2012. Tem poemas publicados nas revistas Germina, Mallamargens, Samizdat, Capitolina Cutural, Cultural Novitas nº 11, no site LiteraturaBr e no Jornal Relevo. Participou da organização da antologia “Crônicas de um amor crônico” (Editora Penalux/2015).