II (FRAGMENTO DO POEMA “: A PALAVRA É”)
como a semente que se apavora com a estreia
moída ao pó de mudar
polvo de las carreteras vacías
polvo que ensucia las manos de humus mientras el día
com medo de escurecer
então, esfrega o pó na face
e sai pra passear
na beira de si
si no se queda, si no cupo en el límite de sus sueños
cayendo hacia abajo en las espaldas
de los juguetes de imaginar
fantasias verdadeiras
todos os cínicos milagres
que moram na aurora do olhar
e rimam rímel com
cortinas da manhã
espadas de acasalar presentes
no plexo solar de todos os poentes
que gemem na ré dos vieses
nos méis dos velozes cetins
que encapam os desmazelos
não visíveis do desespero
de enfeitiçar
así de sencillo
os flashes de todos os cílios
que se abraçam no enredo
colorido das rendinhas que cercam
o vestido
em que pousam florezinhas
de encantar

II (FRAGMENTO DEL POEMA “: LA PALABRA ES”) *
como la simiente que se espanta con una estrella
molida al polvo del cambio
polvo de las carreteras vacías **
polvo que ensucia las manos de humus mientras el día
con miedo de oscurecer
restriega entonces el polvo en la cara
y sale de paseo
a la orilla de sí misma
si no se queda, si no cupo en el límite de sus sueños
cayendo hacia abajo en las espaldas
de los juguetes de imaginar
fantasías verdaderas
todos los milagros cínicos
que habitan en la aurora de la mirada
y riman el rímel con
las cortinas de la mañana
espadas para insertar presentes
en el plexo solar de todos los puentes
que gimen en el lastre de los vaivenes
en las mieles de veloces sedas
que anulan los descuidos
invisibles de la desesperanza
del hechizo
así de sencillo
los flashes de todos los párpados
que se abrazan en el enredo
colorido de las rendijas que cercan
el vestido
en que reposan las florecitas
del encanto
____________
* Traducción de Jesús Gómez Morán
** Las cursivas indican que en el original estos versos aparecen en español [nota del trad.].

  • A poeta brasileira Beatriz Bajo

 

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Salou, Jan 2012.

Escrito por Beatriz Bajo

BEATRIZ BAJO (São Paulo/SP, 1980). Poeta, diretora-geral da Rubra Cartoneira Editorial, revisora, tradutora, professora de língua portuguesa e literatura, especialista em Literatura Brasileira (UERJ). Seus livros "são sobre nossas línguas a carne das palavras" (Ed. Patuá, 2017), "domingos em nós" (PR), publicado em 2012 pela Rubra Cartoneira Editorial, ": a palavra é" (PR) e "a face do fogo" (SP), os dois de 2010. Traduziu os livros "Respiración del laberinto", do poeta mexicano Mario Papasquiaro, pelo Coletivo Dulcinéia Catadora (2009) e uma novela, também mexicana, pela editora LetraSelvagem, ainda não publicada. Esteve com um poema na mostra POESIA AGORA, da Caixa Cultural Rio de Janeiro, de junho a agosto de 2017. Participou das antologias "29 de abril: o verso da violência", ed. Patuá: 2015; "101 poetas paranaenses". V.2 (1959-1993), organizada por Ademir Demarchi (Secretaria de Estado da Cultura: Biblioteca Pública do Paraná, 2014); "En la otra orilla del silencio" (Na outra margem do silêncio) organizada por José Geraldo Neres, lançada e traduzida no México em 2012; "Diálogos com a Literatura Brasileira – volume III", organizado por Marco Vasques (Movimento, Porto Alegre/RS; Letradágua, Joinville/SC, 2010); "Moradas de Orfeu", organizada também por Marco Vasques (Letras Contemporâneas, Florianópolis/SC, 2011; "Realengo: poetas pedem paz", Revista Germina Literatura & Arte, junho 2011. Mantém o blogue Linda Graal (http://lindagraal.blogspot.com/) e o Esquina Literária, de ensaios, resenhas e divulgações, (http://esquinaliteraria.blogspot.com/). Morou por 17 anos no Rio de Janeiro (RJ) e vive há 11 em Londrina-PR.