os baobás crescem assim

para olhar a distância

e avistar outros

baobás

 

o tamanho de seus galhos

não permite a proximidade

nunca

 

se miram, vaidosos

tomando-se

pelo olhar

 

visíveis e separados

nos desafiam, armados,

das contradições

de sua condição

 

miúdos que somos

tentamos ainda assim

virar

baobá

Escrito por Arthur Lungov

Arthur Lungov (San Pablo, 1996), es editor de la revista Lavoura y autor del libro de poesía "Luzes fortes, delírios urbanos" (Patuá, 2016). Tiene poemas publicados en blogs, revistas y periódicos literários (O Casulo – Jornal de poesia contemporânea, Revista Raimundo, Revista Gueto, Mallarmargens, etc.). Participó de las antologías "Hiperconexões Vol. 3 - Carbono e silício" (Patuá, 2017) y “Civilização e Barbárie” (Gueto, 2017). Estudia Derecho en la Universidad de San Pablo. Email: albugelli@gmail.com