Os abutres

Já não os vejo
dançando
ao redor de mim
sinto a grasna
aguda
como dor
que pesa sobre
o peito

Já não os vejo
sondando
as horas sem fim
sinto o ar
ofegante
como avidez
que pesa sobre
os desejos

Já não os vejo
sobrevoando
os lençóis em marfim
sinto o olhar
triunfante
como pólvora
que se abate sobre
os indefesos

(imagem gratuita de Brebryans por Pixabay)

Escrito por Sergia A. Martins de Oliveira Alves

Aprendiz de letras e espantos. Mestra em Letras/Literatura, memória e cultura
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